quarta-feira, 9 de junho de 2010
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
PAGUEI A renovação do domínio delirioporem.com por mais um ano.
Isso não é garantia de nada, viu?
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
EU NÃO cheguei a avisar que este blog está em recesso até segunda-feira que vem, cheguei?
sábado, 15 de agosto de 2009
terça-feira, 11 de agosto de 2009
EM UMA conversa profissional dia desses. Da boca de alguém, ‘quando as pontes e viadutos estão muito cheios de carros, têm que tremer. Se está tremendo, é sinal de que está tudo bem’.
Em cima de um viaduto trêmulo, agora. Confiando na engenharia. 'Está tudo bem'.
SÓ SENDO muito amigo para me convidar para ser padrinho. Porque eu não tenho a mínima idéia do que é ser um padrinho. Minha única referência é O Poderoso Chefão. Eu tenho que deixar uma cabeça de cavalo na cama do casal para a noite de núpcias? Se tivesse que discursar, igual mostram nos seriados norte-americanos, eu chegaria com uma lista matadora de piadas, daria piscadinhas pros pais da noiva, faria tiros com os dedos pros pais dos noivos. Seria constrangedor para todo mundo.
E o terno tem que ser coordenado. Tem que ser cinza. Vou ter que alugar um terno, coisa que eu nunca fiz na vida. Fico feliz em alugar um terno de padrinho, porque já pode servir de test drive para o alugel do terno do casamento. Ou eu compro logo um e uso nos dois. As pessoas iam reparar?
Sempre achei que, se algum dia fosse alugar uma vestimenta, seria logo um fraque. Com cartola. Porque se é para alugar, né... Mas hoje em dia são cada vez menos freqüentes as ocasiões para se usar fraque e cartola. No máximo, dá para improvisar um colete discreto, sem ninguém notar. Mas tenta pendurar um relógio de corrente para você ver. Todo mundo olha e estranho e, de repente, você é o cara mais ultrapassado do casamento.
Mas fico feliz pacas com o casamento dos amigos. Vai ser dos eventos mais importantes que já participei, certamente. Faço questão de comparecer. Afinal, eu estava lá no início da alegria dos dois. É apenas justo que eu esteja presente no fim.
Tu-tum-tsss
(Lembrete: perguntar se haverá baterista na festa.)
sábado, 8 de agosto de 2009
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Faço aqui reverência pública a Rodrigo Faro, apresentador do 'Melhor do Brasil'. A patroa já sabe. Ah se aquele rapaz engomadinho não é o melhor apresentador da tevê atual. O programa é zê-ele, abraça a periferia com amor e carinho, sem o assistencialismo agressivo (na sua cara!) do 'Programa da Gente'. E no centro desse picadeiro de mulheres de chapinha, pagode e rapazes de topetinho, há o incrível Rodrigo Faro. Esse netinho sorridente que toda avó queria. Sorri de lado, faz pausas sérias para falar das atrações, puxa dancinhas constrangedoras para fazer a platéia rir. Ele pára, respira, e olha a câmera – nofundodosseusolhos – para dizer que, se a mina não quer beijar, então você não beija. Tem que respeitar.
Esse é o Rodrigo Faro, o maior truqueiro da televisão brasileira. Que nunca ninguém abraçou o papel com tanto ímpeto, com tanta causa, com tanta sensação de ser a última chance nessa vida de fazer qualquer coisa. O Márcio Garcia era posudo, fazia piadinhas, falava do Palhereiros, mas não convencia... Agora, o Rodrigo Faro sim. Ele, sim, toma guaraná Convenção. Ele compra no Joanin. Ele tem um Gol 98 bolinha rebaixado que só dirige aos domingos, porque durante a semana ele pega a linha Cidade Tiradentes – Parque D. Pedro II para ir ao trabalho. Ele é dos nossos.
É OFICIAL. 'In Treatment' é a melhor série da atualidade. A segunda temporada não tem nenhum episódio que não seja ótimo.
E meus pais são os culpados por metade de todos os problemas do mundo.
A outra metade é culpa dos seus.
sábado, 1 de agosto de 2009
quarta-feira, 29 de julho de 2009
POR FAVOR, desligue esse maldito aviso de 'Enviado do meu iPhone®' do seu email. Ninguém te acha legal porque você tem um iPhone, muito menos se você ficar lembrando todo mundo disso toda vez que enviar uma mensagem. Você vira a pessoa mala e exibida. E não digo isso por estar com inveja de não ter nenhum produto da Apple. Pra mim, Apple só a dos Beatles.
Atualizado do computador do meu trabalho®.
terça-feira, 28 de julho de 2009
EU ACHAVA que eram para mim, os textos que eu lia, eu via, eu achava. Me empurravam às próprias letras, à vontade de tentar eu mesmo. Era assim, querer que nos meus olhos entrasse um pouco do que já era de dentro, só que encontrando do lado de fora. Eu, me derramando em mim mesmo, e assim, me preenchendo do reconhecer-me no mundo, em outrem. Poder ser solitário sem tirar as mãos dos bolsos. Sem erguer o olhar. Não chega nem à vaidade, ou ao ego. É coisa tão pouca, tão pequena, que mal fere quando certa. Mas nunca acerta. Eu me via refletido pelo hábito de enxergar mais vidros que sorrisos. Nada de mim escorria pra dentro, nada do meu mundo saía pra fora, espalhava, voltava embora. Nunca fui eu refletido nos olhos, mas os caquinhos. É que quando a gente se quebra, explode. Aí cai lá. Mas é só o caso de uma piscada incomodada, uma libertação da pequena dor. E pronto, a verdade vem. Nunca foi meu reflexo nos olhos, mas os caquinhos de mim.
VIERAM ME perguntar se eu estou trabalhando na editora há dez anos.
É.
Hora de fazer a barba.