terça-feira, 11 de agosto de 2009

SÓ SENDO muito amigo para me convidar para ser padrinho. Porque eu não tenho a mínima idéia do que é ser um padrinho. Minha única referência é O Poderoso Chefão. Eu tenho que deixar uma cabeça de cavalo na cama do casal para a noite de núpcias? Se tivesse que discursar, igual mostram nos seriados norte-americanos, eu chegaria com uma lista matadora de piadas, daria piscadinhas pros pais da noiva, faria tiros com os dedos pros pais dos noivos. Seria constrangedor para todo mundo.

E o terno tem que ser coordenado. Tem que ser cinza. Vou ter que alugar um terno, coisa que eu nunca fiz na vida. Fico feliz em alugar um terno de padrinho, porque já pode servir de test drive para o alugel do terno do casamento. Ou eu compro logo um e uso nos dois. As pessoas iam reparar?

Sempre achei que, se algum dia fosse alugar uma vestimenta, seria logo um fraque. Com cartola. Porque se é para alugar, né... Mas hoje em dia são cada vez menos freqüentes as ocasiões para se usar fraque e cartola. No máximo, dá para improvisar um colete discreto, sem ninguém notar. Mas tenta pendurar um relógio de corrente para você ver. Todo mundo olha e estranho e, de repente, você é o cara mais ultrapassado do casamento.

Mas fico feliz pacas com o casamento dos amigos. Vai ser dos eventos mais importantes que já participei, certamente. Faço questão de comparecer. Afinal, eu estava lá no início da alegria dos dois. É apenas justo que eu esteja presente no fim.

Tu-tum-tsss

(Lembrete: perguntar se haverá baterista na festa.)

1 falaram na cara!:

Fernanda Tsuji disse...

Eu vou reparar se o terno se repetir. Eu vou. E aí,vou de pijama.



Com pantufas.